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AMÉLIA, A IMPERATRIZ

QUE O BRASIL ESQUECEU

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Amélie Auguste Eugénie Napoleone de Beauharnais nasceu em 31 de julho 1812, em Milão, na Itália, princesa de Leuchtenberg e Eischaedt, terceira filha do príncipe Eugène, enteado de Napoleão Bonaparte.

A abdicação do imperador francês, em 1814, obrigou a família Beauharnais a fugir da Itália para Munique três anos depois. Amélie (Amélia, no Brasil) foi declarada princesa de Leuchtenberg e sua beleza chamou a atenção dos emissários de D. Pedro I, que buscavam uma noiva para o imperador.

Após longas negociações, o contrato de casamento entre a princesa e D. Pedro foi concluído em maio de 1829. A união deveria ser mantida em segredo e a nova imperatriz teve de viajar sob uma identidade falsa a outra cidade alemã, onde permaneceria até a sua partida para o Brasil. O matrimônio foi realizado por procuração em 2 de agosto do mesmo ano, na capela do Palácio de Leuchtenberg. A viagem ao Rio de Janeiro teve início dois dias depois.

No Brasil, o casamento foi celebrado na Capela Imperial do Rio de Janeiro.

Uma das curiosidades sobre a vida de Amélie é o fato de a princesa ter recebido, nos meses que antecederam a partida da comitiva nupcial para o Brasil, aulas diárias de língua portuguesa e sobre a cultura brasileira, aulas essas ministradas pelo explorador Friedrich von Martius, de primeiro treinador intercultural da história.

Outro fato curioso diz respeito aos “Conselhos à minha amada filha Amélie”, carta escrita pela duquesa Auguste Amalie antes da partida da filha ao Brasil. Na época, dizia-se que D. Pedro costumava favorecer os portugueses e a duquesa alertou Amélie: “Como imperatriz dos brasileiros, tome sempre o partido inequívoco do Brasil”.

Amélia e D. Pedro tiveram um casamento breve, porém feliz. Era uma espécie de confirmação dos dizeres "amor e fidelidade" da Imperial Ordem da Rosa, criada pelo imperador brasileiro em 1829, em homenagem à então noiva Amélia.

A imperatriz ficou viúva já em 1834, três anos após a abdicação de D. Pedro I.

Talvez a importância de Amélia fosse maior hoje se ela tivesse sido imperatriz por mais tempo.

Infelizmente, quase ninguém conhece sua história no Brasil.

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Tema: Realeza, Mulheres, Histórico, Não Ficção, Geografia E Historia, Biografia Palavras-chave: amÉlia, brasil, histÓria, imperatriz

Características

Número de páginas: 49
Edição: 1(2017)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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