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A CRÔNICA DOS DEUSES

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Para os antigos habitantes da Mesopotâmia, um enterro envolvia muito mais que o morto. A última morada era mobiliada com objetos tanto mais preciosos quanto mais importante e rico fosse o extinto. Animais, guardas e empregados formavam um cortejo para acompanhar o falecido na viagem sem retomo. Nada de extraordinário o esperava além. Tudo continuaria como na terra, de outro modo, talvez. O morto nem se acabava nem se transformava em ser divino.

Essas concepções remontam ao ano 3.000 a.C., mas só se tornaram conhecidas na década de 30, após a descoberta de túmulos em Ur, na Caldeia, hoje parte do Iraque. Também puderam ser conhecidas graças à literatura deixada pelos sucessivos habitantes da Mesopotâmia — assírios, caldeus, babilônios, sumerianos. Esses textos literários revelam temores com relação aos deuses, que, embora congenitamente bons, tinham imprevisíveis repentes de cólera.

Os deuses regiam as forças da natureza. Comandavam raios, ventos, rios, céu e terra, sol e lua. Eram representados sob forma humana, em formas de animais, como eram os deuses do antigo Egito. Às vezes, acompanhava-os um animal; o leão, por exemplo, aparecia ao lado da deusa Ishtar, mas com um valor meramente simbólico ou metafórico. Não só na forma exterior os deuses se assemelhavam aos homens, mas também na condição, com a diferença de que não sofriam a morte. Padeciam, porém, as mesmas paixões, os mesmos sentimentos, as mesmas aflições humanas.

As divindades de maior prestígio entre os assírio-babilônios eram: deus-lua, Sin; o senhor da terra, Ea; e o planeta Vênus, Ishtar. Protegia a Babilônia Bei Marduk e a Assíria, Ashur.

Os deuses e mitos fenícios tinham estreita relação com a terra, pois os fenícios haviam sido agricultores, antes de se dedicarem ao comércio e à navegação. Suas principais divindades eram El, criador de todas as coisas, senhor dos deuses e dos homens, e Baal, deus do furacão, da tempestade e da chuva, que praticamente dominava a natureza, embora com auxílio de Dagon, que protegia o trigo, e de Mot, que vigiava as messes e a maturação dos frutos. Ao lado de Baal destacava-se Astarte, a deusa da fecundidade.

Segundo textos posteriores ao século XV a.C., vários deuses, alternadamente, morriam e ressuscitavam, o que correspondia ao eterno renascer da natureza. Os cartagineses e os fenícios sacrificavam crianças aos deuses para aplacar sua ira. Talvez por esse sacrifício (molk), os hebreus atribuíram aos fenícios um deus Moloc.

Os deuses e cultos da Roma antiga provinham, na maioria, da Grécia e também dos povos nativos da Itália.

Destes últimos foi que os romanos herdaram o culto da fecundidade, dos mortos, do lar e da família. As divindades gregas apenas mudaram de nome em Roma, a partir do deus supremo, que na Grécia era Zeus. Aliás, entre os romanos havia muitos Júpiter: um Júpiter Ferétrio, guardião da árvore na qual se penduravam os despojos dos inimigos. Um Propugnator, que defendia combatendo. Um Victor, que vencia as batalhas, e vários outros.

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Tema: Historiografia, Grécia, Civilização, Realismo Fantástico, Geografia E Historia, Educação Palavras-chave: deuses, grega, lendas, mitologia

Características

Número de páginas: 85
Edição: 1(2017)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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