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MEMÓRIAS EM VERSOS

Por: "D. LOURA"

Sempre me dediquei a ensinar e escrever.

Ensinar iniciei, aos 15 anos de idade, em 1950, quando comecei como professora primária, em minha terra, Pequi, Minas Gerais, visto haver vaga na Escola Estadual Fernando Barbosa.

Tinha terminado em dezembro de 1949 – o curso de Acomodação, na Escola Normal Mário Casassanta, em Divinópolis e como não podia continuar o Normal, precisando trabalhar para ajudar meu pai, comecei minha carreira de magistério, que perdurou por 35 anos de efetivo exercício, foram quase quatro décadas como alfabetizadora. Naquele tempo não havia nem mimeógrafo, nem xerox para ajudar-nos na confecção do material didático de apoio da alfabetização.

A pobreza reinava aqui em Pequi e as crianças nem caderno podiam trazer de casa. Aproveitavam “os saquinhos de papel”, utilizados para embrulhar mantimentos, para escreverem. A escola não podia ajudá-los e nem o Estado ou a Prefeitura.

Os livros de Lili e Os três porquinhos que usava para alfabetizar, eram comprados com dificuldades pelos pais dos alunos. Mas, os alunos tinham boa vontade, eram obedientes e o trabalho diário sempre caminhava bem, apesar das dificuldades, tais como: classes heterogêneas, alunos excepcionais junto a outros de inteligência elevada.

As mães mandavam seus filhos para a escola; nos ajudavam, davam apoio, etc. Nos meus primeiros 5 ou 6 anos como educadora, lecionei para a 3ª série (2 anos), 4ª série (2 anos) e 2ª série (1 ou 2 anos) e, depois, apenas para a 1ª série. Naquele tempo, os alunos só iam à escola aos 7 anos completos. Não havia maternal, nem pré-escola.

Assim, vivi meus anos como alfabetizadora. Em aulas de Português, que abarcava também Literatura, que era muito do gosto dos alunos porque aprendiam recitar de cor poesias dos maiores e melhores poetas brasileiros e faziam apresentações em auditórios ou horas cívicas, muitas vezes por semana. Isso fez com que eu gostasse de poesia. Inventava versinhos para todas as apresentações nas horas cívicas e peças para “Nosso Teatrinho de Fantoches”. Nada guardei desse tempo distante, mas hoje, aos 82 anos, minha higiene mental e preenchimento dos meus dias é ler e escrever. Leio muito, até jornais velhos, revistas, aprecio bons escritores. Mas, gosto de fazer meus versinhos. Alguns para alegrar ou ralhar com meus 15 netos e 5 bisnetos.

Tive nove filhos, lutei muito para conciliar o trabalho de mãe e da professora (todos por vocação). Quando minhas primeiras filhas foram alfabetizadas, elas me ajudaram muito a passar deveres nos cadernos dos meninos à noite, à luz de lamparinas, muitas vezes, porque nossa luz elétrica era muito fraca (usina local). Mais tarde, a iluminação melhorou com a Cemig.

Hoje, fico contente com tudo que as Escolas têm para melhorar o ensino; menos com o salário irrisório que elas (as professoras) e nós aposentados recebemos. Devíamos ser mais valorizadas pelos governantes. É carreira muito sacrificada, de muita responsabilidade na formação integral do homem. Aconselho, a quem não tem vocação, não trabalhar nela porque, você professora, é responsável pela formação sadia de seus alunos no campo psíquico, intelectual e social, fazendo deles cidadãos úteis e responsáveis por seus atos. Cumpri minha missão de mestra, mãe, esposa e agora procuro cumprir a de avó, dando conselhos quando precisam, sejam filhos, filhas, genros, nora e netos.

Aos meus filhos, sempre dedicados aos estudos, dedico esse pequeno livro com reflexões em forma de versos sobre muitas coisas. Sempre me orgulho do valor que dão aos estudos, por isso, todos têm profissões que os dignificam como seres humanos.

A Deus meu agradecimento pela minha vida de luta em prol de uma sociedade melhor.

Não poderia esquecer de:

meus pais – Que lutaram para eu estudar quatro anos fora;

meu marido, sempre dedicado à profissão de cirurgião dentista e professor de 1° e 2° graus e à família: meus genros, noras, netos, irmãos. Obrigado por me aceitarem como sou.

Geralda Ramos de Castro Melgaço

“D. Loura”

Selos de reconhecimento

Impresso
R$ 28,65

Ebook (PDF)
R$ 9,69

Tema: Educação, Poesia Palavras-chave: amor, famÍlia, pequi

Características

Número de páginas: 115
Edição: 1(2017)
Formato: A5 148x210
ISBN: 978-85-67815-22-0
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g

Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.




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