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ESCRAVIDÃO SEXUAL

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Aquele ambiente sexual levava a cenários dramáticos:

“Foram os senhores das casas-grandes que contaminaram de luces as negras das senzalas. Negras tantas vezes entregues virgens, ainda mulecas de doze e treze anos, a rapazes brancos já podres de sífilis das cidades. Porque por muito tempo dominou no Brasil a crença de que para o sifilítico não há melhor depurativo que uma negrinha virgem” (Freyre, 1986, p. 338).

(...)

“no ambiente voluptuoso das casas-grandes, cheias de crias, negrinhas, mulecas, mucamas, é que as doenças venéreas se propagaram mais à vontade, através da prostituição doméstica – sempre menos higiênica que nos bordéis” (Freyre, 1986, p. 340).

(...)

“A negra-massa, depois de servir aos senhores, provocando às vezes ciúmes em que as senhoras lhes mandavam arrancar todos os dentes, caíam na vida de trabalho braçal dos engenhos e das minas em igualdade com os homens. Só a essa negra, largada e envelhecida, o negro tinha acesso para produzir crioulos” (Ribeiro, 2006, p. 148).

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As sinhás, muitas vezes enlouquecidas de ciúmes, rancor e rivalidade sexual, ordenavam arrancar os olhos de mucamas bonitas, e mandando “trazê-los à presença do marido, à hora da sobremesa, dentro da compoteira de doce boiando em sangue ainda fresco”, ou ainda determinavam vender mulatinhas a libertinos, cortar fora os seios de escravas, queimar a cara ou orelhas, e uma lista infinita de crueldades” (Freyre, 1986, p. 357-8). Eram mulheres dilapidando mulheres.

(...)

“Não havia tempo para explodirem em tão franzinos corpos de menina grandes paixões lúbricas, cedo abafadas ou simplesmente abafadas pelo tálamo patriarcal. Abafada sob as carícias de maridos dez, quinze, vinte anos mais velhos; e muitas vezes inteiramente desconhecidos das noivas. Maridos da escolha ou da conveniência exclusiva dos pais” (Freyre, 1986, p. 360).

(...)

Os homens dirigiam palavras chulas e investidas sexuais sobre as negras escravas ou forras e mulatas, enquanto para as brancas eram destinados os galanteios e palavras amorosas. A mulher de origem africana, assim como a indígena no primeiro século de colonização, foi frequentemente degradada à situação de objeto sexual dos homens brancos.

O tráfico de seres humanos envolve principalmente mulheres e crianças forçadas à prostituição e é a forma de trabalho forçado que cresce mais rapidamente, com a Tailândia, o Camboja, a Índia, o Brasil e o México identificados como principais focos de exploração sexual comercial de crianças. Exemplos de escravidão sexual , muitas vezes em contextos militares, incluem detenção em "campos de estupro" ou "estações de conforto", "mulheres confortáveis", "casamentos" forçados com soldados e outras práticas que envolvam o tratamento de mulheres ou homens como bens móveis e, como tais, violações da norma peremptória que proíbe a escravidão.

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Tema: Historiografia, Antigo, África, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação Palavras-chave: escravidÃo, histÓria

Características

Número de páginas: 44
Edição: 1(2019)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.



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