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ASPECTOS DA MORTE

Por: ADEILSON NOGUEIRA

“Adiar até amanhã não é sábio;

O sol de amanhã para ti pode nunca se levantar.”

William Congreve (1729)

Sócrates, após sua condenação à morte, disse aos juízes que votaram por sua absolvição que não considerava a morte como um mal. A morte devia ser uma das duas coisas: ou a aniquilação completa, caso em que seria como um sono sem sonhos; ou, então, seria uma mudança e migração da alma, nesse caso ele iria a outro mundo ao encontro dos juízes do homem...

Há um homem instruído tentando expor o enigma da vida e da morte, mas por mais instruído que ele seja e por mais sábio que seja seu discurso, de que serve toda essa quantidade de ensino para chegar apenas à conclusão prática a ser derivada de tudo, ou seja, aquela que o esqueleto nos diz... ou não...

A morte não é um assunto indigno para consideração humana. Desde que os homens começaram a pensar, esse assunto é aquele que exercitou seus cérebros. Embora a ignorância às vezes seja, talvez, felicidade, é difícil duvidar que o conhecimento do homem de que cada um deve certamente morrer ajudou a definir o pensamento da raça, e pensar sobre esse assunto ajudou a tornar suas vidas diferentes de todos os outros animais. Pode-se, de fato, definir o homem civilizado como o animal que sabe que os animais devem morrer; para o homem, isto é, o homem civilizado, é provavelmente o único animal que a conhece.

“Gedenke zu leben” - “Pense em como viver” - “Trabalhe e não se desespere” - foi o conselho de Goethe. De fato, poucas pessoas, hoje em dia, contradizem a proposição de Spinoza, de que o estudo apropriado para um homem sábio não é a morte, mas como viver, já que um homem sábio não é guiado pelo medo da morte, mas por seu direto desejo do bem. No entanto, por mais que a vida ativa cotidiana de um homem possa ser afetada pelo conhecimento da morte e pensamentos do que está além do túmulo, banir tais pensamentos completamente, se fosse possível, seria chutar uma das escadas principais, pela qual a corrida subiu para sua posição atual.

Quanto, de fato, devemos ao conhecimento da morte? Quantas ações boas e utilmente altruístas nunca teriam sido realizadas, exceto por esse conhecimento e os pensamentos que surgem dele? As cabeças da morte e todas as lembranças lúgubres da Idade Média tiveram, de fato, seu uso.

Mesmo ao longo da vida, é a morte que faz a vida viver, dá-lhe qualquer significado.

O assunto dos meros aspectos da morte talvez possa ser comparado a um esqueleto desgastado pelo tempo, mas quando associado aos seus efeitos correlatos sobre os seres vivos, e com a atitude dos seres vivos em direção à morte, o esqueleto se veste de carne e osso, possui coração, mente e paixões, e acima de tudo, um pouco (embora muito pouco) do inestimável tesouro do livre arbítrio.

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Tema: Tempo, Grécia, Egito, Natureza, Geografia E Historia, Educação Palavras-chave: civilizaÇÃo, histÓria, morte

Características

Número de páginas: 26
Edição: 1(2019)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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