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1º TENENTE PM GEOVALDO

74 ANOS DE RECLUSÃO

Por: Pr. Geovaldo Barroso

1º TENENTE PM GEOVALDO

74 ANOS DE RECLUSÃO

REGIME FECHADO

Instituto Penal Paulo Sarasate

– IPPS –

CAPÍTULO – 01

Na Contramão do Senso Comum

Ano 1991. A Cidade é Fortaleza, Estado do Ceará, durante este período, iniciou seus trabalhos no Quartel do 6º BPM, unidade subordinada ao CPC (Comando de Policiamento da Capital), sediada na área oeste da cidade, no Conjunto Esperança.

Neste local, por várias ocasiões, quando de oficial de policiamento, assistia diversas cenas de violência urbana e não tomava providência.

Estava havendo um declínio social e moral na vida do jovem oficial. Transcorriam lhe constantes modificações de sua conduta moral e profissional e tais modificações seriam comparadas, como:

“Uma pedra quando lançada n’água faz produzir círculos concêntricos cada vez maiores: diante tal comparação, fica claro que, enquanto na água se vê o ponto de partida e as ondulações que se ligam entre si”.

Portanto, na delinquência, nem sempre se descobre resposta à tendência criminosa; se, nas mentes, por desvios de personalidade; se, junto aos membros, para buscar provar maior superioridade ou através dos sentidos, pela herança direcional ante ao que, se abortados ou nauseados pela própria sociedade e isolados, sem devida oportunidade. Dessa forma, dava–se o início de um sistema ilustrativo por alternativa da sua própria personalidade já há muito tempo controvertida.

Por volta do mês de outubro, do mesmo ano, recebeu um convite para patrocinar segurança particular de instalações privadas nos seguintes clubes dançantes dessa Capital: O primeiro em Aquiraz (CE), e o segundo em Caucaia (CE).

Nessa empreitada o mesmo era o agente principal controlador da portaria e principais entradas de acesso em ambos os recintos. Através deste episódio, sentiu ser o momento de fechar aquele tipo de negócio o qual era paralelo à função pública. Destarte, não sendo flagrado, ainda assim, foi transferido para a 1ª Cia/5º BPM.

Ano 1992. Naquela Subunidade, o oficial chegava ali como subalterno mais antigo por hierarquia. À época, a Companhia era localizada na área leste da Cidade de Fortaleza–CE, no bairro da Aldeota. Conhecido como setor nobre de policiamento, tanto a pé, a cavalo, como motorizado.

Certo de que ao chegar àquela companhia como subcomandante sua voz seria ouvida, passou a levantar todos os problemas ali existentes, dentre os quais foram vistos, como: Falta de efetivo, armamento e munição inoperantes, viaturas operacionais e administrativas em total estado de sucateamento; pelo que, feitos os levantamentos foram encaminhados ao conhecimento do Comandante da Companhia que, depois de lido o relatório, respondeu: “Na verdade, a gente se vira com o que tem”. Usou como resposta apenas uma duplicidade verbal, sem, contudo, oferecer nenhuma saída objetiva.

Portanto, todo seu empenho no trabalho, até então, não havia sido reconhecido, porém, no primeiro serviço de Supervisor da “Área 01”, passou a ser orientado por motoristas e patrulheiros das viaturas, onde, não obstante, era contumaz assistir os policiais repetirem: “Tenente deixa isso para lá! Vamos se dá de bem com o que temos na área, porque a área é rica! ”.

Pelo que, o Tenente Geovaldo respondeu: Negativo! Deixe de conversa fiada, siga em frente motorista! O oficial, às vezes, não se calava, porém, mais tarde, diante de uma grande trama de vários policiais corruptos e viciados na camuflada delinquência não punitiva pela corporação e que, sobretudo, agora, operava sob seu comando não teve autoridade suficiente para coibir tais ações, pelo que, indiretamente passou a fazer parte de toda aquela sujeira.

O tenente Geovaldo adentrava em um mundo que não lhe pertencia, ‘o mundo fascista da rebeldia e da falta de governabilidade’, pois, o regulamento disciplinar da corporação, não mais fazia efeito sobre a sua vida, enfim, a sujeição ao crime passou a gritar mais alto.

“Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomaram conselho, mas não de mim, que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado”. (Isaías 30.1)

Determinada manhã de sábado, foi convidado a passar em um posto de combustíveis, localizado na Avenida Santos Dumont, ali, houve o seguinte diálogo: “Este é o Tenente de quem lhe havia falado. Ele é quem comanda toda essa área, fique na boa, pois, é um nosso chapa, está ligado! ”.

Diante de todo aquele episódio o Oficial ficou totalmente atônito. E para surpresa do mesmo, retornava o gerente do posto, trazendo uma caixa contendo latas de óleo lubrificantes, estopa, cera de polimento e um vale para trinta (30) litros de combustível.

Posteriormente, tomou conhecimento de que o gerente daquele posto de combustível era viciado em entorpecentes.

Aquele teatro foi como uma estúpida entrada rumo à porta larga do seu declínio. Crendo que buscou agradar ou se deixou conduzir pelos falsos elogios “chefe, o senhor é peixe mesmo e todos dizem que o senhor é cabeça de gelo”.

Entre seus pares, perdeu a prática e o êxito proibitivo de tal prática delituosa à sua frente, quando passou a ser o principal agente corrupto e corruptor, assim, foi testado, e sucumbiu à tentação da propina do gerente do posto.

“Se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana–se a si mesmo”. (Gálatas 6.3)

De igual modo, ele ficou semelhante a eles na (ganância, arrogância, prostituição, alcoolismo, orgia, e etc.) e, em todas as coisas semelhantes a estas, que não trazem benefício algum aos homens de bem, tornou–se, pois, em um homem de índole atormentada, pervertida e aberta ao mal. Em princípio, foi este o ponto de partida para sua delinquência irresponsável, partindo da execução do trabalho, tornou–se um autêntico camaleão, que usava arma, viatura e uniforme da corporação, enfim, parecia–lhe tudo muito fácil; porém, todas as facilidades apenas lhe atraíram a um grande e apertado laço.

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim conduz à morte”. (Provérbios 16.25)

Por outro lado, a partir do dia 12/05/1992, deu–se o início de uma série de pequenos delitos, para mais tarde, pesados assaltos, homicídio, extorsão mediante sequestro, e roubo de carro, lesão corporal e acusação de estupro.

O leitor pode indagar: Por que a orla marítima? – Por se tratar de um local com maior frequência e ajuntamento público, área turística e vasta em orgias noturnas diversas.

Naquele ambiente de trabalho, juntamente com outros “policiais militares”, não se distinguia policiais e bandidos: mas, duplicidade de disfarces, onde foram efetuados diversos flagrantes; às vezes, executados ardilosamente, o oficial, induzia–os a cederem aos mais diversos tipos de chantagens, com o intuito de não se tornarem figuras públicas diante da escravidão de cada uma delas, tais como: Pessoas importantes que promoviam bacanais com travestis no interior dos próprios veículos, não indiferente a outros que, durante o dia macho, à noite deitavam como se fossem fêmeas e da sedução e corrupção de menores, e etc. Desta feita, como agente da lei, o oficial PM estava ali, exatamente falhando à frente das fragilidades alheias, pelo que, tornou–se corrupto e potencial corruptor, além disso, um conivente criminoso.

A Fase Camaleônica

Máscara (O Crime não Compensa!)

Em maio de 1992, quando comandava a RP 502, um antigo patrulheiro disse: "Tenente, conheço um cara que pode preparar umas paradas da pesada”. Mais uma vez acontecia um novo teste com o Oficial. Porém, nessa ocasião, ele falhou de novo, pois, ficou totalmente mudo e estático de entendimento, senão, fora do senso comum da realidade. Mas, diante da indagação do soldado surgiu a seguinte pergunta:

– Onde é o (QTH) do cara da pesada? (Tenente Geovaldo). Quando tudo ficou acertado, como se em uma típica ação criminosa, o Tenente Geovaldo, sequer desconfiava, mas já estava apoiando um primeiro crime em sua própria área de policiamento:

– Naquela mesma noite ocorreu o que poderia ser chamado de ação criminosa, onde, antes mesmo de acontecer já havia em sua mente uma acusação de erro por sua conivência delituosa.

No dia seguinte, um homem veio tratar com o oficial no GPM (Grupamento Policial Militar) da Praia do Futuro. Na verdade, quando o assaltante lhe fazia relato do ocorrido, quase sacou da sua arma e deu–lhe voz de prisão, porém, ficou apenas no pensamento o “quase” do oficial. Dali em diante, era o Tenente Geovaldo tanto pior quanto aquele bandido que havia cometido tais atos delinquentes.

Depois de alguns meses, começou também a praticar aquelas empreitadas noturnas, aonde de tudo se fazia acontecer; portanto, no teatro e palco das operações criminosas, o oficial, atuava como agente principal das investidas delituosas, conforme anunciou os diversos meios de comunicação de massa, à época.

Crimes Praticados (Maio de 1992)

O 1º Tenente PM Geovaldo, já havia quase se tornado um homem sem escrúpulos. Pois, como comandante da RP 502, “fiscalizava” o policiamento desde as 20h10min, pelo que, por volta das 23h00, todos os locais eram ermos e às escuras. Então, fazia a ronda pela orla marítima, mas, sem nenhuma ocorrência que lhe interessasse, então, nada mais lhe importava, senão, procurar vítimas não esclarecidas e desavisadas que se perdiam na prostituição noturna no interior de seus veículos sob os raros momentos de prazer.

Diante dessa situação, por várias ocasiões eles ficavam a certa distância a toda e qualquer ocorrência localizada na área em questão; o certo é que, de forma rápida faziam a abordagem e não lhes importava qual fosse a tipificação da ocorrência.

1º Assalto (O Crime não Compensa!)

No dia 17/05/1992, o grupo avistou um veículo com um casal no seu interior; foi uma ação rápida para em seguida ser anunciado o assalto e determinando que as vítimas colocassem seus pertences sobre o capuz do carro.

Assim, casal e veículo eram depois conduzidos para um local ermo e afastados, em seguida, o veículo era depenado e as vítimas trancadas no (porta malas) do veículo.

Nesse intervalo, a viatura RP 502, na qual era feito o policiamento da Área 01, pelo oficial, ficava oculta.

O motorista que cumpria ordem superior aguardava passivamente em local pré-estabelecido.

Assim, o grupo, agia e saia do local, como se nada houvesse acontecido; onde o restante do trabalho transcorria normalmente, até o amanhecer do dia, para rendição do turno seguinte. Depois de toda essa empreitada criminosa, a vida do oficial PM nunca mais seria a mesma, tornou-se um constante questionamento sob a forma de tortura psicológica, sem nenhuma aparente resposta.

Nessa mesma manhã, do dia 18/05/1992, quando chegava a sua residência, era indagado por sua mãe:

– Meu filho está tudo bem com você? (Genitora)

– Mãe está tudo às mil maravilhas! (Tenente Geovaldo)

Aquela senhora inclinou-se bem próximo onde ele estava assentado e dirigiu–lhe um olhar com ar de preocupação.

Aquela atitude foi um gesto de interrogação da mãe, porém, inútil. Porque, não lhe houve coragem para falar o que estava acontecendo. O Tenente Geovaldo havia se tornado um homem amargo, pensativo e ardiloso sabia que estava vivendo um dilema, como quem trafegava pela contramão do senso comum de uma via paralela à própria vida já contraditória.

Portanto, não lhe restava nenhuma força para parar, visto que, até pensava consigo mesmo: Talvez uma típica reação de alerta pela contramão do senso comum contra os bons costumes já corrompidos, senão: jamais voltarei a praticar tais coisas!

2º Assalto (O Crime não Compensa!)

Em 12/06/1992, ainda pela madrugada avistou-se um veículo defronte a um luxuoso bloco de apartamentos. A patrulha da RP 502 observou que havia um casal no interior no veículo.

Algum tempo depois os ocupantes do veículo por falta de prudência pensaram estar seguros no local, relaxaram e pelo descaso, tornaram-se presas fáceis para o assalto.

Por volta das 2h00 da manhã, o oficial PM e seus comparsas, depois de haver colocado a VTR 502 em local seguro e oculto, longe de suspeitas, trocaram suas vestes, isto é, tirou-se o fardamento militar, e partiram para mais uma abordagem ao crime: o teatro operacional do crime já estava formado.

Desta feita, as vítimas, como já tinham sido abordadas anteriormente, foram elas colocadas dentro da porta–malas do veículo, como de costume foram conduzidas para um local afastado e ermo nos morros da Praia do Futuro. Então, vem o anúncio: é um assalto! Ninguém se mexa! (Tenente Geovaldo). Momentos de silêncio e de muita tensão! Por favor, não faça nada conosco: pode levar tudo o que quiserem! (Vítima)

Na manhã seguinte, chegou–se ao final da escala de serviço, por outro lado, mais tarde, noutro turno aquela patrulha criminosa se preparava para a próxima ação.

3º Assalto (O Crime não Compensa!)

Dia 17/06/1992, mais uma vez escalado como Oficial Supervisor da Área 01, o Tenente Geovaldo comandava a RP 502, juntamente com os comparsas na escala noturna.

Naquela noite, por volta das 22h00, o Oficial patrulhava a orla marítima da Praia do Futuro, cumprindo escala COPOM.

De fato, a patrulha rondava normalmente pela extensão da praia e ao longo de suas barracas e como não havia nenhum evento, tudo parecia calmo, também não receberam nenhuma chamada do Centro de Operações Policiais Militares (COPOM).

Diante do silêncio, o coração do Tenente Geovaldo se encheu de malícia, como se necessário fosse praticar qualquer ato maligno, pois, o “mal em sua essência é ardiloso”, esse é um tipo de silêncio que ninguém percebe (sintomas) até que já esteja instalado (enlaçado), para que seja consumado (praticado).

“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Porque do coração procedem aos maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. (Mateus 15.11,19)

Diante de tais fatos, por volta das 22h40min, observou–se a presença de um veículo estacionado a ermo. Na oportunidade, a RP 502, ficava as ocultas por entre a escuridão das barracas de praia e, a pé, seguiam pelas laterais das barracas.

A quadrilha se posicionava para mais uma ação criminosa; e audaciosamente visualizavam as vítimas desatentas ante ao perigo local, e como de costume, o anúncio do assalto, sendo surrupiadas vítimas e veículo.

Por volta de 1h50min, do dia 18 de junho de 1992, o oficial aciona o rádio de comunicação da viatura a RP 502 (...)

HTG, COPOM – Câmbio! (Tenente Geovaldo)

COPM na escuta, adiante... HTG! (Op. Copom)

Tem algum S–13 na área! (Ocorrência) (Tenente Geovaldo)

Negativo. Negativo! Área está S–33 (tranquila)! (Op. Copom)

Até aquele momento da “Transmissão – VTR – COPOM”, era o Oficial da Área 01, RP 502, pela 1ª Cia do 5º BPM; depois de encerrada a transmissão, continuou como um audacioso camaleão até o dia raiar, pelo que, mergulharia na profundidade do crime. Através da complexidade humana não se entendia o sentido das suas ações tresloucadas, tampouco ele, deteria sua impulsividade, à trajetória criminosa que havia contaminado sua mente e seu corpo.

De repente, como em todas as ações, a gangue vê um veículo quase escondido entre as árvores; e a certa distância eles se aproximam para anunciar outra ação criminosa.

Por outro lado, o que aconteceu ao certo? Ninguém sabia o que estava para acontecer! Mas, tratava–se de uma insuportável reação química.

A situação era que, o oficial ficou fora do ar ou, que, procurasse a posição do veículo, como se não mais estivesse no local; depois, estava lá, novamente! Assustado, o oficial mexia–se todo, o sangue fervilhava por entre suas veias temporais, cada nervo do seu corpo se contorcia de forma descomunal.

Mas o olhar da cobiça para o veículo lhe saltitava mais que o fervilhar sanguíneo, como se tudo combinasse ao clamor repetitivo dos atos anteriores. Então, numa última investida o grupo parte para cima das vítimas e anunciou o assalto:

– Atenção! Ninguém se mexe. É um assalto! (Tenente Geovaldo)

Num ato de desespero alguém exclama:

– Leve tudo! (Vítima) O que vocês querem?

– Pediu para descer do veículo. E repetiu: deixa a gente ir embora, por favor! (Vítima)

Foi nesse momento, quando a arma em poder do oficial disparou, acidentalmente, e atingiu uma das vítimas à altura da coxa direita; ali, a quadrilha perdia o controle da situação; e assim, colocou as vítimas no banco traseiro do veículo e seguiram para o morro da Praia do Futuro. No trajeto uma das vítimas perguntou o seguinte:

– Tenente, você hoje é polícia ou é bandido? (Alan)

De súbito, um silêncio mórbido! E os comparsas trocaram olhares entre si, com expressões faciais de total assombro, onde ficou claro e evidente que, o grupo, fora reconhecido.

Pela perda do controle da situação e mesmo ainda que ocultados pelas sombrias elevações da Praia do Futuro, buscavam oportunidade, não de um lugar qualquer, mas identificar o local apropriado!

“Abstende–vos de toda a aparência do mal”. (1 Tessalonicenses 5.22)

Porque a essência do mal (aparência) estava na mente do oficial, até então, se tornava um homicida naquela noite. Mas antes de entrar no mérito dos acontecimentos daquela noite acompanhe o exemplo duma aparente e profunda contradição e busca que fez a diferença: “Certo rapaz de dezessete anos foi a um culto, certo dia, por conselho dum vendedor de sapatos quo o havia levado a Cristo e lhe contara da necessidade de conhecer melhor o Salvador que acabava de aceitar. Após o período de louvor o pregador disse: Abramos a Bíblia agora em “Medita estas coisas; ocupa–te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos”. (1 Timóteo 4.15) O jovem convertido abriu na primeira página da Bíblia que seu amigo lhe dera, e começou a folheá–la por Gênesis, Êxodo, Deuteronômio e Josué, e vários outros livros, sem encontrar o Livro anunciado. Voltou ao índice, e viu que o livro de (1 Timóteo) encontrava–se na página 325. Quando abriu nesse número encontrou o livro de Josué. Olhou novamente no índice, e percebeu que a Bíblia tinha duas grandes divisões, e que (1 Timóteo) achava–se na segunda parte. Quando, afinal encontrou o texto, o pastor já havia terminado o sermão. Desnecessário é dizer que ele estava envergonhado e um pouco confuso”.

Será que o leitor já se sentiu assim? Não fique desanimado. A maioria dos novos crentes começa desse modo. Apesar daquele início tão pouco auspicioso, aquele jovem sentiu um grande desejo de melhor conhecer a Bíblia.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8.32)

Anos depois, ele se tornou um famoso pregador, que levou a Cristo um milhão de pessoas. No fim de sua vida, fundou um instituto bíblico que ainda hoje prepara cerca de 1.200 jovens todos os anos, na Palavra de Deus. O nome daquele jovem, à época, era Dwight L. Moody. Poucos homens igualaram a contribuição de Moody para a cristandade. Mas ele próprio nunca teria realizado o que realizou se não houvesse se disposto a estudar a Palavra de Deus. Embora não saibamos que método ele utilizou para estudar a Bíblia, sabemos que não recebeu um treinamento em escola bíblica; a maior parte de seus conhecimentos ele adquiriu por si mesmo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16)

Nosso sucesso ou fracasso na vida cristã depende da quantidade de conhecimento bíblico que armazenamos em nossa mente, com regularidade e de nossa obediência às suas verdades. É certo que uma pessoa pode ir para o céu sabendo pouco mais que um verso bíblico.

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. (Romanos 10.9,10)

Porquanto, o maravilhoso dom de Deus, que é a salvação, é tão gratuito, onde, tudo o que precisamos fazer é recebê–lo em nossos corações, pela fé.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu–lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. (João 1.12)

Mas se desejarmos ser crentes felizes e vitoriosos, teremos que nos alimentar regularmente da Palavra de Deus, e isso requer aplicação de nossa parte. Quanto mais nos dedicarmos a isso mais rápido será o crescimento na vida espiritual; depois descobriremos que vale muito mais a pena o preço da obediência a pagar se igualado ao da desobedência. Jesus enunciou a fórmula do sucesso pessoal, quando afirmou.

“Ora, se sabeis estas cousas, bem–aventurados sois se as praticardes”. (João 13.17)

A felicidade, portanto, resulta em conhecer qual é a boa e a perfeita vontade de Deus, a qual é revelada através da Sua Palavra, a Bíblia, bem como em obedecê–la. O problema de muitos cristãos é que não se aplicam ao estudo dos princípios bíblicos, e por isso, não sabem o que Deus espera deles. Não é de se admirar que não recebam todas as bênçãos da vida cristã.

“Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo o qual nos abençou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo Jesus”. (Efésios 1.3)

Certo do que devia fazer, o oficial chamou seu comparsa policial e lhe anunciou: Vamos sumir com eles! (Tenente Geovaldo)

Em contrapartida, enquanto eles trocavam idéias a respeito dos jovens, o comparsa ainda contra argumentava: “Chefe deixa esses caras prá lá e vamos embora daqui o mais rápido possíve”. (Soldado)

Nesse momento, já não mais ouvia nada do que ele falava e avançando na direção de um dos jovens, o qual se encontrava à beira da estrada, próximo a uma margem lhe perguntou seu nome? (Tenente Geovaldo); Ele, portanto, com uma voz trêmula disse seu nome, Gonzaga. (Vítima)

Quando finalizado aquele último diálogo, o oficial virou–se e lhe apontou a arma de forma sombria e, diante da ação desesperada, o jovem ainda tentou correr, sendo parado, através de um disparo mortal. Depois de resolvida a trajetória final de toda aquela senda criminosa, ouviu–se na noite o eco do disparo de arma de fogo.

O outro garoto que estava a uma distância de dez passos questionou a ação do tenente Geovaldo:

– O que houve Tenente? (Alan)

– Nada que você possa mais resolver! (Tenente Geovaldo)

Quando, enfim, o jovem percebeu que seu colega estava sem vida, isto é, caído ao solo, entrou em completo desespero, pois, ele sabia que daquele pesadelo, talvez, não mais acordaria. Não se sabe o por que, mas por pouco, muito pouco mesmo, aquele rapaz, não perdeu também a sua vida naquela noite sombria.

De qualquer forma, Ele, praticamente não entendia o que estava acontecendo, mas, ainda assim caiu sobre aquela areia fria e pela forma covarde como o oficial acionou o gatilho da arma na tentativa de tirar a vida de mais um inocente; porém, apenas a mão de Deus que desviou aquele projétil por melimetros do coração daquele jovem.

Consequentemente, sem haver se conformado, passou a confrontar o soldado para se deslocar até ao corpo do segundo jovem caído ao solo (Alan), para também acionar o gatilho de sua arma, o que seria o tiro de misericórida!

Certamente que houve mais um disparo naquela noite. Pelo que, cumprindo ordem superior, o cúmplice retornou e após efetuar o disparo o soldado acenou a cabeça afirmando que já era! E daquele local fugiram como se tivesse deixado um cemitério, onde, usaram o próprio carro das vítimas para fuga, pelo que, depois foi abandonado nas proximidades ao Clube dos Oficiais da Polícia Militar (COPM).

Não Há Crime Perfeito

Ainda na mesma madrugada de 18/06/1992, para o oficial, não haveria de ser igual como às outras investidas, pois, como agente da lei vivia numa duplicidade de vida. Qual seria a explicação para tantas ações delituosas e, por fim, o que havia de errado? Qual seria o final para o oficial?

Acompanhando os Fatos

Ainda sobre a última vítima que foi alvejada à bala pelo oficial, o qual sua perversidade não chegou a alcançá–lo na sua totalidade, isto é, na empreitada criminosa julgou–se que o mesmo estivesse morto e que a vida de crimes do Tenente Geovaldo e de sua quadrilha poderia ficar completamente e encoberta pela morte de ambos.

Por outro lado, o rapaz que se fingiu de morto, conseguiu tripudiar os agentes homicidas. Conseguiu ainda reunindo todas as forças possiveis que lhe restava a lutar contra a morte, quando se arrastou até ás margens da avenida Santos Dumont; pelo que, ali, foi socorrido por um transeunte que o conduziu até o hospital mais próximo, onde ficou constatado que a vítima sofreu disparo de arma de fogo sendo alvejada no braço esquerdo à altura do peito.

Enquanto ainda ele estava no hospital por ser de família nobre e influente rapidamente se deu início à notificação do ocorrido aos familiares.

Também, presente estava toda as polícias (Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, Forense e Defesa Civil), bem como um batalhão de repórteres da imprensa (falada, escrita e televisiva), onde a vítima, com muito esforço passou a esclarecer os fatos da lesão sofrida. Naquela noite, aconteceu um milagre na vida daquele rapaz! Como, pois, escapou da morte? Humanamente seria impossível, pois, a sua morte havia sido arquitetada por um Oficial da Polícia Militar, o “Tenente Geovaldo”. Sem sombra de dúvidas que toda aquela trajetória irresponsável ficou marcada em sua memória, como sinal de que Deus ainda tem um plano para sua vida.

Das Buscas

O dia já se aproximava e as buscas não paravam. E por volta das 4h25min, o local estava já completamente repleto de curiosos, na manhã do dia 18/06/1992. O suposto teatro do crime, segundo todo o relato fornecido pela própria vítima “sobrevivente”, o qual ainda muito abalado devido ao eminente perigo que enfrentou, porém, ainda falou à Polícia: “Todo o local é muito escuro. Não me lembro ao certo! E o aceso é muito difícil”. (Alan)

Por outro lado, Policiais Civis e Militares, Corpo de Bombeiros e Perícia do Instituto de Medicina Legal, todos compromissados, empenhavam–se pelo cumprimento do dever e adentravam ao matagal no sentido de localizar e proceder com o exame de necropsia o corpo do jovem, a fim de que fosse atestada, preliminarmente, a causa mortis.

Em se tratando dos morros que circundam a Praia do Futuro, verdadeiramente, se tornava muito difícil o acesso a qualquer local, apontado como suspeito.

Portanto, ficou entendido haver uma área cercada de acidentes geográficos e desprovida de iluminação pública, o que a tornou extensamente isolada e desguarnecida de segurança. Revelou–se ainda, como sendo uma área erma e bastante propícia para desova e ocultação de cadáveres. Diante os fatos, e a Polícia Militar já a par da complexidade dos indícios entre si e de outros misteriosos assaltos ocorridos na mesma circunscrição e tendo em vista tais características começou a caçada policial.

“O modus operandus idênticos, apontava, então, para o início das diligências policiais. Os fatos eram confusos e sempre conduziam a nada. Mais formavam um labirinto como num jogo sem saída; neste caso, o autor dos delitos que, até o momento era desconhecido, ludibriou as polícias. Entretanto, diante das constantes denúncias em várias delegacias plantonistas espalhadas pela cidade, além da denúncia da própria vítima sobrevivente que identificou e apontou um Tenente PM, como o autor material e intelectual dos delitos que ocorreram naquela área, bem como, do que fora vítima o seu jovem amigo. Diante de todos esses fatos relatados, tanto a Polícia Militar, como a Polícia Civil, já haviam chegado a seguinte conclusão: O nosso homem é esse Tenente seguramos ele, e todo o esquema estará derrubado”.

De acordo com esta declaração, um esquema de monitoramento foi criado e por volta das 10h00 da manhã, da sexta-feira, no bairro Edson Queiroz, mais precisamente na vizinhança daquela manhã; quando um contato telefônico para o COPOM (Centro de Operações Militares) era o oficial suspeito procurando informações sobre o estado de saúde do jovem que havia sobrevivido a um roubo na praia do futuro, foi então que a Polícia não teve mais dúvidas e partiu para efetuar o que seria a prisão do agente da força policial.

Impresso
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Ebook (epub)
R$ 15,07

Tema: Motivacional, Espiritual, Crescimento Pessoal, Não Ficção, Autoajuda, Biografia e Testemunho Palavras-chave: autoajuda, biografia, crescimento, espiritual, ficção, motivacional, não, pessoal

Características

Número de páginas: 184
Edição: 6(1997)
Formato: A5 148x210
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g

Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.




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