Em uma época na qual cada emoção, comportamento ou dificuldade da vida parece possuir um diagnóstico correspondente, este livro investiga uma das maiores transformações da sociedade contemporânea: a crescente tendência de interpretar a existência humana através da linguagem médica.
A partir de uma análise filosófica, histórica e científica, a obra questiona a expansão dos diagnósticos psiquiátricos, o crescimento das categorias do DSM, a popularização da ideia de "desequilíbrio químico" e o uso cada vez mais frequente de medicamentos psicoativos por milhões de pessoas. O livro examina como conceitos inicialmente criados para compreender sofrimentos graves passaram a abranger parcelas cada vez maiores da população.
Sem negar a existência de transtornos mentais ou a importância de tratamentos para pessoas que realmente necessitam deles, a obra investiga os limites entre doença e normalidade, entre cuidado e controle, entre alívio e perda. São analisados os efeitos dos antidepressivos, antipsicóticos, estimulantes e benzodiazepínicos, assim como os impactos que esses medicamentos podem produzir sobre emoções, sexualidade, motivação, autonomia e qualidade de vida.
O livro também explora as relações entre ciência, mercado e sociedade: a influência da indústria farmacêutica, os conflitos de interesse na medicina, a expansão de categorias diagnósticas e os incentivos sociais e econômicos que podem favorecer a transformação de dificuldades humanas em condições médicas.
| Número de páginas | 114 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 150g |
| Idioma | Português |
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