A História por Trás da História
A Teoria da Falta — de Donizetti Francisco de Andrade
Há livros que nascem de uma ideia. Há livros que nascem de uma ferida. E há livros que nascem de uma pergunta que não larga — que sobe pela madrugada, atravessa o trabalho, habita o silêncio entre uma fala e outra no consultório, e só muito tempo depois revela que era uma teoria esperando ser nomeada.
A Teoria da Falta nasceu assim.
O homem antes do livro
Antes de ser psicanalista, fui operário. Onze anos de chão de fábrica — não como metáfora, mas como realidade concreta: ruído, turno, hierarquia, corpo submetido ao ritmo da máquina. Aprendi ali, antes de qualquer formação clínica, que o sofrimento humano não espera o consultório. Ele acontece no vestiário, na linha de produção, no almoço de doze minutos. Aprendi que a dor não tem diploma.
Depois veio a assistência social. Anos dentro do CRAS, do CREAS, das políticas públicas que tentam — com recursos parcos e burocracia generosa — segurar o que a desigualdade produz em série. Vi famílias. Vi silêncios que duram gerações. Vi crianças que chegavam com fome e saíam com encaminhamento — como se papel resolvesse o vazio.
Foi nesse percurso que a psicanálise me encontrou. Ou eu a encontrei. Não por elegância intelectual, mas por necessidade clínica: precisava de um instrumento que pudesse, ao mesmo tempo, escutar o sujeito e nomear a estrutura que o produzia.
A pergunta que não parava
A pergunta que deu origem ao livro não era filosófica.
| Número de páginas | 49 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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