Ninguém gritou. Ninguém ultrapassou nenhuma linha visível. E no entanto, semana após semana, há quem saia da terapia um pouco menor do que entrou: mais confuso, mais dependente, mais convencido de que o problema é sempre ele.
O abuso de poder na psicoterapia raramente se anuncia. Veste-se de ajuda, fala com a voz do cuidado, esconde-se atrás de técnicas aplicadas sem reflexão. E o que define sua gravidade não é a intenção de quem o exerce, é o efeito em quem o recebe.
Ana Cristina Lamas, psicoterapeuta junguiana, escreve este livro de um lugar raro: esteve nas duas poltronas. Conheceu, como paciente, a escuta que abandona; reconheceu, como terapeuta, as armadilhas da própria inflação, e teve a coragem de nomear as duas experiências nestas páginas.
A partir da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, em diálogo com a neurociência, a antropologia evolutiva e a epigenética, a obra percorre os conceitos fundamentais em cenas clínicas vivas, apresenta casos simbólicos do poder disfarçado de ajuda e entrega ferramentas concretas de proteção ética: checklists para terapeutas e pacientes, árvore de decisão, modelo de contrato e protocolos de autorregulação.
Para terapeutas, estudantes e supervisores, um convite ao autoconfronto. Para pacientes, a chave para nomear o que fere, mesmo quando a dor vem de onde se esperava acolhimento.
"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro." (Carl Gustav Jung)
| ISBN | 9786501929668 |
| Número de páginas | 183 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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