Uma homenagem ao universo mágico dos causos e assombrações típicas do interior. Assim pode ser interpretado o livro Cabras Mortas, o primeiro romance do jornalista Felipe Rodrigues. A obra conta a história de Epaminondas, um sitiante que vê suas cabras morrerem após misteriosos ataques que acontecem noite após noite em seu pasto. Solitário e sem saber o que fazer para acabar com o problema, ele acaba pedindo ajuda dos mais próximos em busca de uma solução para o causo. É o irmão Tarcísio, violeiro que faz crença em tudo que é tipo de fantasmagoria, quem dá o veredicto: as mortes são causadas pelo chupa-cabras. O protagonista não faz fé no diagnóstico em um primeiro momento, mas também não pode desacreditar no que foi dito, sempre teve crença que tudo é possível de acontecer. Eles passam a investigar com maior cautela os fatos, atentos que estão às explicações ora lógicas, por vezes ilógicas, sobre quem é o responsável em cometer semelhante maldade – e como devem proceder para enfrentar o malfeitor. Em meio a essas dúvidas, Epaminondas tem de lidar com seus próprios demônios, muito mais assustadores que quaisquer chupa-cabras ou outra figura que tenha vindo direto dos quintos dos infernos. Mais que uma narrativa, porém, este trabalho presta reverência a um mundo de superstições, simpatias e benzimentos, em que muitos acreditam que tudo é possível, até mesmo coisas do arco da véia.
| Número de páginas | 260 |
| Edição | 1 (2014) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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