Prefácio
Esta carta nasceu de uma dívida antiga. Toda vez que um sefardita reconta a travessia dos seus — Sefarad, o nome hebraico da Península Ibérica, tornado sinônimo de um lar que se perde duas vezes, primeiro à força e depois pela distância das gerações —, alguma coisa no texto sagrado precisa ser dita de novo, com palavras que caibam na boca de quem já não fala ladino nem aramaico, mas ainda reconhece o gosto do pão sem fermento na língua.
Esta obra é derivada da Trilogia Integral dos Três Ciclos de Convivência Humana, publicada anteriormente como compêndio de conduta, saúde e prosperidade social. Aqui, o mesmo arcabouço dos três ciclos — inocência originária, conflito e exílio, redenção — é reaplicado a uma história específica: a da diáspora sefardita, sua fé sussurrada em porões, e o encontro tardio dessa fé com a hospitalidade do Nordeste brasileiro.
Não é obra de historiador nem de rabino. É carta — gênero antigo, seu, de quem escreve para uma comunidade que talvez nunca leia numa sala só, mas que reconhece a própria história espalhada entre as linhas. Que sirva, portanto, não como doutrina fechada, mas como bússola: um jeito de nomear o que já se carrega, e um convite para seguir carregando com menos peso e mais companhia
| Número de páginas | 97 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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