“Doutor, meu olho lacrimeja o tempo todo — mas o colírio para olho seco não resolve.”
Esta é, talvez, uma das queixas mais repetidas e menos compreendidas nos consultórios oftalmológicos modernos. Rotulada apressadamente como "olho seco refratário", essa frustração crônica do paciente frequentemente esconde uma alteração óbvia ao exame físico, mas invisível ao raciocínio clínico convencional: a Conjuntivocálase (CCh).
Longe de ser um mero capricho anatômico do envelhecimento, o pregueamento redundante da conjuntiva bulbar inferior é uma barreira mecânica ativa. A cada piscar, essas dobras móveis atuam como uma represa física: obstruem a drenagem lacrimal, quebram a estabilidade do filme de lágrima e perpetuam um atrito mecânico constante que nenhum lubrificante artificial é capaz de mitigar.
Os números revelam uma epidemia silenciosa: presente em até um terço dos adultos e em estarrecedores 95% da população acima dos 80 anos, a CCh é uma das alterações de superfície ocular mais prevalentes — e paradoxalmente mais negligenciadas — da prática médica. Ela é a explicação real para o lacrimejamento paradoxal, a ardência vespertina, a sensação de corpo estranho e a visão flutuante que desafiam os tratamentos padronizados.
Conjuntivocálase: Da Fisiopatologia à Clínica resgata essa condição do limbo diagnóstico e a recoloca no centro do raciocínio propedêutico. Unindo rigor acadêmico e aplicabilidade prática, esta obra guia o leitor atrav
| ISBN | 9786502168660 |
| Número de páginas | 381 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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