Da Senzala ao Quartinho da Empregada: A Supressão do Direito de se Indignar no Trabalho Doméstico é um ensaio socioclínico e jurídico que nasce de uma necessidade apontada após um debate sobre a situação da empregada doméstica na atualidade. A obra tem como escopo a exposição do silenciamento sistemático de uma das categorias profissionais mais vulneráveis e numerosas do Brasil. O livro desmascara a narrativa do "quase da família" e denuncia o esvaziamento prático dos direitos conquistados pela PEC das Domésticas, seja pela precarização algorítmica, pelo boicote sindical institucionalizado ou pela permanência de um discurso classista e racista nas esferas de poder do país. Trata-se de um manifesto urgente a favor da recuperação do direito humano, cívico e mental à indignação.
O trabalho doméstico no Brasil é a atividade econômica que mais preserva os resquícios estruturais, espaciais e psicológicos do período escravocrata. Apesar dos avanços legislativos estabelecidos entre 2013 e 2015, a realidade cotidiana de mais de seis milhões de trabalhadoras majoritariamente mulheres negras e periféricas permanece marcada pela informalidade, pelo abuso velado e pela subordinação econômica extrema.
A relevância pública e o impacto social deste livro justificam-se pela necessidade de dar dignidade teórica e visibilidade jurídica a um fenômeno invisível: a Injustiça Epistêmica, na qual a dor e o protesto da trabalhadora são desautorizados pelo patrão e pelo próprio sistema.
| Número de páginas | 70 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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