Sálvio Sérgio de Campos nasceu em Jundiaí (SP), onde aprendeu cedo que as palavras podem ter gosto de algodão-doce e que o silêncio, às vezes, tem cor.
Escritor por vocação, descobriu na maturidade que as histórias guardadas num canto pediam passagem. Transita pelas crônicas humoradas e sensíveis, pelos poemas que remexem os mais secretos sentimentos do leitor, contos e novelas do fundo da imaginação, e cinco romances.
Não está sozinho em seu gabinete. Hora, dentro de si, Urubatã Campos escreve os romances, Arabutã Campos as crônicas, microcontos, novelas e contos, e Muiraquitã Campos suas prosas poéticas além de poemas sensacionais. Todos os seus pseudônimos.
Qual é a cor do silêncio? é seu romance mais recente – uma história sobre reencontros, perda e a única força que atravessa o tempo: o amor que aprendeu a voltar.
Transita entre seus escritos, com influências de Mia Couto, Manoel de Barros e Paulo Coelho – sem jamais imitar. Sua marca é a economia de palavras associada à força das imagens: o algodão-doce das lembranças, a alpargata gasta como metáfora da saudade, a chuva fina que vem de mansinho, como quem não quer molhar, já molhando.
Divide-se entre o sítio onde escreve e a cidade onde caminha descalço pelas memórias. Acredita que o amor é a única coisa que não precisa de tradução.
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