E se, de um dia para o outro, espelhos, vidros, vitrines, câmeras e telas continuassem refletindo objetos, paredes, móveis e paisagens — mas deixassem de refletir pessoas? Ninguém desaparece. Todos continuam ali, falando, tocando, vivendo. Mas nenhum rosto volta do espelho. Nenhum corpo aparece na câmera. Nenhuma presença humana se confirma no vidro.
Eva é uma dessas pessoas. Sem conseguir ver a própria imagem, ela passa a depender do que os outros dizem sobre ela. Um comentário simples pode tranquilizar ou destruir. Um retrato pode parecer a única forma de recuperar o próprio rosto. Mas, quando a imagem vem pelas mãos de outra pessoa, surge uma dúvida ainda maior: aquilo é realmente quem ela é, ou apenas a forma como alguém a vê?
Eu Sou o que Você Vê acompanha Eva nessa busca por reconhecimento em um mundo onde a própria imagem deixou de existir. É uma história sobre o medo de depender do olhar alheio, sobre a fragilidade da aparência, sobre o tempo que muda tudo sem pedir licença e sobre a difícil pergunta que permanece quando o espelho se cala: quem somos quando já não conseguimos nos ver?
| Número de páginas | 172 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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