Armando Nascimento Rosa (Évora, 31/07/1966), dramaturgo, ensaísta e criador musical, é autor de mais de trinta obras dramáticas originais, incluindo dois libretos de ópera, com música de Hugo Ribeiro, vencedoras do concurso Ópera em Criação: As duas mulheres de Sigmund Freud (2008) e Os mortos viajam de metro (2010), estreadas em Lisboa, no Teatro Municipal São Luiz. De outras distinções recebidas por obras suas, destacam-se: em 2020, o Prémio Novas Dramaturgias, para Rimbaud no Dubai – A vida é um lugar perigoso; em 2012, o Prémio Literário Aldónio Gomes, para Duas peças com História(s); em 2011, o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, com Doutor Feelgood - Em viagem para Belle Reve; em 2008, o Prémio Albufeira de Literatura, com Visita na prisão ou O último sermão de António Vieira; e em 2000, o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte, com Lianor no país sem pilhas, a sua estreia como dramaturgo representado, encenada por João Mota, numa co-produção entre o CCB e a Comuna-Teatro de Pesquisa. Estreou-se na escrita para teatro com Goiânia – Uma nova caixa de Pandora, que foi Menção Honrosa do Prémio Alves Redol de Teatro em 1988.
O jornal Público elegeu a estreia da sua peça Um Édipo, encenada por Miguel Loureiro no Teatro da Comuna, em 2003, como o espectáculo queer do ano; obra cuja tradução em inglês se estreou em Londres no Queen Anne Court, em 2006, na encenação de Pippa Guard – primeira das suas peças a conhecer internacionalização, publicada em livro nos EUA, pela Spring Journal Books, em 2006, com ensaios pre/posfaciais de Susan Rowland, Marvin Carlson, e Christine Downing.
Menino de sua avó, peça escrita para Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes, fez três digressões ao Brasil numa produção d’A Barraca, recebendo em 2014 o Prémio Especial do Júri do FITA (Angra dos Reis/RJ); obra apresentada em Londres, em 2019, no Omnibus Theatre, numa tradução de Susannah Finzi, dirigida por Almiro Andrade, no Out of the Wings Festival. A sua peça Resgate – O Pai Natal dos Offshores foi escolhida por um júri catalão em 2014 para representar Portugal na 1.ª edição do Festival PIIGS em Barcelona e em Milão, no Piccolo Teatro Rossi, com estreia em Atenas em 2017, no Teatro Alkmini. Tem peças suas traduzidas em sete línguas, com apresentações cénicas em diversas cidades da Europa, das Américas e da Ásia.
Iniciou percurso de dramaturgista em 1990 no Teatro da Politécnica, em Lisboa, a convite do seu fundador, o encenador Mário Feliciano. É autor de ensaios sobre Samuel Beckett, António Patrício, Fernando Pessoa, e Natália Correia, cuja obra dramática completa publicou em 2023, numa edição da INCM. Doutorado em Estudos Portugueses (2001), mestre em Estudos Literários Comparados (1994), e licenciado em Filosofia (1988) pela Universidade Nova de Lisboa, é detentor do título de Especialista em Teatro (Dramaturgia) pela UPL (2023), sendo professor coordenador de Teorias e Estéticas na Escola Superior de Teatro e Cinema da Universidade Politécnica de Lisboa, onde lecciona desde 1998. Entre 1989 e 1998, foi professor de Filosofia em escolas secundárias do ensino público em Lisboa, Montemor-o-Novo e Évora. É investigador membro do CIAC (sedeado na Universidade do Algarve), desde a sua fundação em 2007.
Como cantautor, publicou os álbuns: O Piano em Pessoa (Tradisom, 2018), numa parceria com o pianista António Neves da Silva (repertório estreado em concerto na Universidade de Barcelona, em 2012); e O Fado é estranha alegria, duplo álbum produzido pelo maestro Mário Rui Teixeira, com 1.ª edição digital em 2019.
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