A diversidade da obra de Solano Trindade não caberia em uma poesia mais curta. Como artista, ele pode ser considerado poeta, folclorista, teatrólogo, ator, cineasta e pintor. Além disso, foi operário, comerciário, funcionário público e colaborador da imprensa. À extensa biografia somam-se sua atividade política e seu trabalho social. Não é à toa que deixou lembranças por todos os lugares onde viveu ou por onde passou, como Recife, Belo Horizonte, Pelotas, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Embu e São Paulo. Solano Trindade encenou peças importantes como Orfeu da Conceição, de Vinícius de Morais, e Gimba, de Gianfrancesco Guarnieri, mas criou seus próprios trabalhos para o teatro, com base nas tradições africanas e no cotidiano das cidades. Chegou a apresentar-se para a cantora francesa Edith Piaf e para Léopold Senghor, um dos criadores da Negritude, e foi amigo de escritores estrangeiros como o cubano Nicolas Guilhén e o americano Langston Hughes, além dos amigos escritores brasileiros, tendo recebido inclusive uma citação de Carlos Drummond de Andrade sobre seus versos que ficou famosa.
Talvez o presente trabalho não se compare a um Navio Negreiro, da pena de Castro Alves, ou às obras de Patrocínio ou de Luís Gama. Mas o retrato do que fez Solano Trindade chega a ter uma importância ímpar pela figura do artista negro homenageado, um artista quase completo, já que enveredou por várias artes.
| Número de páginas | 128 |
| Edição | 1 (2011) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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