Como professor de Física verificamos que toda observação experimental envolve uma certa dificuldade que se caracteriza pela escolha dos dados relevantes contidos num fenômeno e que são importantes para explicá-lo. Os primeiros significados são constituídos através dos predicados (características relacionadas à forma, cor, tamanho, etc.) atribuídos aos objetos e as próprias ações materiais executadas sobre eles. Esses predicados são subjetivos e atendem a uma necessidade inicialmente figural. As características figurativas dessas primeiras construções não possibilitam a diferenciação objetiva de elementos essenciais num fenômeno, pois elas constituem um todo indiferenciado, globalizado pela ausência de comparações métricas, ausência de retroações e antecipações das ações, etc. Essa figuratividade, no entanto, se constitui no primeiro dado que será transformado pelos mecanismos cognitivos num segundo momento.
Foi a partir desse desconforto cognitivo, criado pela falta de compreensão das relações entre os significados e do desconhecimento do modo como se constituem as “deformações” cognitivas operadas pelos mecanismos perceptivos, que nos propomos realizar uma reflexão sobre as relações entre a constituição do conhecimento orientada pelos mecanismos da razão e a constituição dos significados a partir dos estados perceptivos.
| Número de páginas | 331 |
| Edição | 1 (2010) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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