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JIHAD

GUERRA SANTA?

Por: ADEILSON NOGUEIRA

Ostensivelmente eles afirmam estar seguindo o Alcorão e os ensinamentos do Profeta, mas seu método equivale a uma escolha de fontes de estudo para chegarem a uma conclusão que foi decidida de antemão. É enganoso apresentar Bin Laden, e outros como ele, enquanto homens mergulhados em sua tradição religiosa levam os ensinamentos do Islã às suas conclusões lógicas. Para falar sobre "madrasahs", que é simplesmente a palavra "escola", é importante notar que os terroristas que afirmam lutar em nome do Islã hoje são quase inteiramente educados em medicina, engenharia, matemática, informática, etc ... É impressionante como os não-graduados da madrasah reconhecem-se como islâmicos e estão entre as fileiras dos terroristas.

Não é difícil entender: Qualquer pessoa que esteja exposta à lei tradicional estabelecida nunca poderá, com honestidade e boa consciência, concluir que os não-combatentes são alvos legítimos ou que outros muçulmanos se tornam incrédulos por simples desacordo com uma certa interpretação do Islã. Na verdade, estar imerso na tradição da lei islâmica é a melhor inoculação contra o uso ilegal da força. O islamismo tradicional não reconheceu e não reconhecerá o engenheiro civil (Bin Laden) ou um médico (Ayman al-Zawahiri) como competentes para decidir as regras do combate. Aqueles que os seguem fazem por outros motivos, ou são muito enganados quanto à ortodoxia de seus líderes. Destruídos por preceitos, seja por ignorância ou desautorização, essas iniciações rebeldes são livres para perseguir seus objetivos não restritos pela moralidade ou pela justiça. Este é o triste legado do modernismo e do literalismo puritano: ao buscar a reforma do Islã, eles "jogam o bebê com a água do banho", perdendo os controles naturais contra a agressão e a injustiça no processo de divulgação dos aspectos da tradição que eles acham inútil para seus projetos. Embora não advindo tais abusos, os modistas e os literalistas puritanos deixam a porta aberta à violação dos direitos humanos básicos nas mãos dos takfiris e dos fundamentalistas seculares. O modernismo não criou Hitler, mas eliminou as barreiras, religiosas e culturais, o que tornaria impossível a sua ascensão. O literalismo puritano não criou Bin Laden, mas enfraqueceu o sistema imunológico, por assim dizer, da sociedade islâmica, deixando alguns dentro dele suscetíveis ao contágio. Ao marginalizar o islã tradicional, dominante, não se limpa o veneno. Como com qualquer religião ou sistema de lei, quando se trata da guerra islâmica há o ágape entre o ideal e sua aplicação no mundo.

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Tema: Educação, Geografia E Historia, Não Ficção, Antigo, Civilização, Middle East Palavras-chave: guerra, islÃ, jihad, santa

Características

Número de páginas: 67
Edição: 1(2017)
Formato: A4 210x297
Tipo de papel: Offset 75g

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