A ATITUDE DO PREGADOR NO PÚLPITO

O modo como o Pregador da Palavra de Deus deve se Comportar no Púlpito

Por Pastor Tiago dos Santos Esteves

Código do livro: 250038

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Homilética, Teologia

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Sinopse

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1. Parece aborrecido e intolerável?

Às vezes o pregador parece aborrecido e aparenta considerar o público intolerável. Não se deve deixar transparecer o aborrecimento ou a intolerância diante do público. A vida particular do pregador não deve interferir na apresentação da prédica; na maneira de expor o seu sermão. Todos têm aborrecimentos; todos têm momentos que não gostariam de experimentar. No entanto, estes maus momentos (e bons momentos também) pertencem a cada um em particular. Quando o pregador se apresenta no púlpito de maneira que parece que o ouvinte é o culpado por todos os seus problemas, essa atitude atrapalhará a elocução e interferirá nos resultados da prédica. Outro fator claro neste item é a intolerância. Tolerar certos fatos não é sinal de fraqueza (como pensam alguns). É, algumas vezes, sinal de sabedoria e segurança. O domínio de suas reações permite que o pregador deixe em casa suas mazelas e, com isso, passa para o público apenas o conteúdo da prédica, principalmente se ele estiver abordando a raiz de um texto bíblico. A intolerância precisa, na maioria das vezes, ser deixada em casa ou no gabinete, quando o pregador busca humildade a toda prova no altar de Deus.

2. Falta de compostura e de autodomínio?

Esta palavra “compostura” é a chave para o sucesso imediato de uma prédica ou (em alguns casos, na falta de compostura) a completa desmoralização do pregador e da pregação. A maneira de se ajeitar na frente dos outros e a forma de se dirigir à clientela determinarão o rumo da pregação e (à vezes) a vida do pregador. Compor-se é colocar-se numa atitude digna, cordata, respeitosa, apropriada ao local em que Deus o colocou para falar de Sua Palavra. Há modus operandi descaracterizadores e outros altamente recomendados para um pregador. Não há necessidade de uma formação acadêmica ou o aprendizado das diversas disciplinas da universidade tal para se perceber que a apresentação de um pregador falará mais rápido que suas palavras. Pode, ainda, com os seus gestos confirmar ou contradizer o que seus lábios proferiram. O pregador deve orar para que Deus guarde seus lábios de proferirem palavras torpes e suas mãos de exibirem gestos inadequados. Deve lembrar-se sempre de que quem prega o faz com toda a sua expressão. Quanto ao autodomínio, o pregador necessitará de uma avaliação psicológica antes de assomar ao púlpito. Se ele mesmo não se dominar; não dominar suas emoções, suas reações, seus tiques nervosos; estes o dominarão. São dois itens importantes. Os tiques nervosos podem e devem ser tratados como enfermidades e não como distrações. É uma excelente e relevante tarefa o exercício do autocontrole antes de assomar o púlpito. Quando o pregador sentir que seus movimentos estão descontrolados, seus gestos afoitos, suas palavras aceleradas, seus nervos à flor da pele, suando frio, temendo o público ou o momento este deve evitar o início da prédica. Caso já esteja iniciada, deve parar orar uns segundos em silêncio, pedir para cantar um hino e... retomar a prédica. Deus acalma todo e qualquer pregador; corrige toda e qualquer circunstância; repões energias e conduz o humilde pregador que se colocou sob seus cuidados.

3. Muito Nervoso?

O pregador nervoso costuma atrapalhar-se até mesmo com suas próprias anotações e referências textuais. O nervosismo é algo aparentemente normal. Em alguns casos pode até passar despercebido pelo público; outras, não. Há casos em que o público nota o nervosismo do pregador e suas palavras não são percebidas tal o nervosismo que ele carrega ou descarrega na hora da entrega do sermão. Ele deve exercitar o controle sobre isso também. Como o pregador pode enfrentar esse problema? Primeiramente orando pelo problema em si; depois, verifique se o problema é de origem patológica ou psicológica. Este é o motivo pelo qual recomendamos sempre um oficial acompanhando o pregador no púlpito. Em sendo de origem patológica, sugere-se uma pequena pausa para um calmante; há medicamentosas adequadas, no entanto um médico deve ser consultado. Em sendo de origem psicológica, um psicólogo ou psicanalista deve ser consultado. Em sendo proveniente de tiques nervosos ou problema espiritual, Deus atende a oração do pregador da Palavra, pois a Palavra e o Pregador são pertencentes a Deus. Todo pregador pode passar por pequenos problemas nervosos, pode ser atacado por pequenos problemas nervosos, pode ter adquirido ao longo da vida pequenos problemas nervos; coisas da genética; ou de tarefas desgastantes nos momentos que antecederam sua prédica; mas o pregador cometer falha de natureza nervosa ou ser etiologicamente nervoso é uma falha grave de quem permite que ocupe a tribuna de Deus. Quase sempre o nervosismo possui raiz patológica e, como já foi dito, com terapêuticas e medicamentosas acessíveis.

4. Muito Tímido?

A timidez pode ser uma doença, um embaraço ou um pecado. Sendo uma doença ela possui três níveis. Os três níveis de timidez patológica podem ser vistos na área de Psicologia Aplicada à Religião ou na lista dos entraves a uma boa apresentação. Tímido é aquele que permite a influência da timidez em sua vida de tal modo que não haja fluência normal dos fatos positivos de sua realidade vivencial. Quando o caso é patológico, geralmente é mais fácil de ser resolvido. Quando a timidez impede a bênção é um embaraço. Quando, porém, impede o acesso do pecador à compreensão sobre Deus e a salvação é um pecado. O pecador tímido e que se envergonha de Deus está irremediavelmente perdido. Não se deve permitir que a timidez atrapalhe a pregação. Encare o público com ar sério; cheio do poder do Espírito Santo; a timidez se afastará. É importante que se distinga a timidez patológica da timidez espiritual. Não se concebe um pregador na tribuna de Deus que seja espiritualmente tímido. Os tímidos espirituais não estão salvos. Há compêndios médicos que abordam muito bem esse assunto.

5. Todo Empertigado?

Pertiga é um dos mais conhecidos nomes da micose (também conhecida como coceira). Pode ser que a pertiga apareça somente na hora da enunciação, fruto de um nervosismo indesejado. É normal pessoas desacostumadas a públicos exigentes ou numericamente avantajados começar uma estranha coceira. Coçar jamais. Esse deve ser o lema do pregador. Pode estar em desespero de vontade de coçar, não faça. Nada mais desagradável que alguém no púlpito, diante de toda uma plateia, coçando-se. Não se precisa especificar aqui o local ou a maneira de o fazer. Por mais discreta que seja, a micose é um agravante. Envie outro para o seu lugar, se o caso for realmente grave. Beba água, acalme-se, vá ao banheiro, peça para cantar um hino. Há sempre um recurso para você se livrar da pertiga. O mais certo mesmo é lutar com o seu interior e vencer a pertiga. Ela não pode ser mais forte que você. Jamais se coce em público onde todos estão te observando (principalmente no púlpito). Num momento apropriado será abordado o caso dos contorcionismos por parte do pregador; ainda que esse contorcionismo ocorra, será bem melhor que o desesperado ato de coçar-se em público; principalmente no púlpito.

6. Todo Desmazelado?

Esta atitude será melhor explicada nos tópicos que se seguirão. Desmazelo é falta de zelo. Quando o pregador não zela pelo que fala, pela indumentária, por qualquer situação; o público notará e o condenará cruelmente ao fracasso. Culpará sua esposa pela roupa amassada; culpá-lo-á pelos cabelos desalinhados, pelos sapatos sujos e, até, pelas palavras erradas que vier a proferir. O público não é formado em crítica; nem por isso deixará de fazê-la e (na maioria das vezes) na hora errada e de forma errada também. O pregador desmazelado contribui muito para o aparecimento das descabidas críticas, tanto aos leigos quanto aos mestres dos púlpitos. O desmazelo nem sempre é culpa da esposa ou do camarim. O pregador deve saber se está bem na foto para pregar a Palavra apenas e não sua desarrumação. Não se está falando de roupa bonita ou roupa alinhada, roupa da última moda; fala-se aqui da maneira como o vestuário está contribuindo para a enunciação; se de forma positiva ou negativa. O desmazelo é o mesmo que despregar o que se prega com as palavras. Há pregadores que se preparam para pregar a públicos considerados nobres e descuram completamente desse cuidado quando o público é simples ou demasiadamente pequeno. O Deus que o recomendou ao púlpito não designou o tipo de público nem lhe facultou escolher a indumentária adequada a este ou àquele tipo de cuidado quando estiver pregando. O pregador desmazelado é um desastre no púlpito. Por vezes o zelo entusiasta ou insistente arrasta o pregador para uma situação de excessivo cuidado, além dos limites daquilo que a necessidade o exige. Há um meio termo nos casos de pequenos cuidados que foram esquecidos e os graves erros de desmazelo do pregador ou de seus ajudantes.

Características

Número de páginas 89
Edição 1 (2018)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Idioma Português

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Fale com o autor

Pastor Tiago dos Santos Esteves

Pastor Tiago dos Santos Esteves nascido no dia 8 de agosto de 1954, na Cidade de Cachoeiro do Itapemirim, Estado do Espírito Santo é o 5º dos nove filhos do casal Antonio dos Santos Esteves e da irmã Dorelina Pereira Esteves (ambos falecidos).

Nascido em lar cristão, manifestou sua fé em Cristo aos 7 anos de idade numa Escola Bíblica de Férias; e foi batizado em 6 de junho de 1963, pelo Pastor Acedino Vieira na Primeira Igreja Batista de Piranema (usando o batistério da Igreja Batista Central de Santa Cruz, num domingo, às 4 horas da tarde). Desde então vem servindo a Cristo.

Enviado ao Seminário Batista do Sul do Brasil pela Primeira Igreja Batista Vila Ieda, através do Pastor Sebastião Pereira de Barros (in memoriam), em 1991, formou-se como Bacharel em Teologia, com especialização em Educação Religiosa Cristã e Missões em 1997. Possui também noções avançadas em música sacra: Letra, Partitura e Arranjos.

Consagrado ao Santo Ministério da Palavra no dia 27 de novembro de 1999, na Primeira Igreja Batista do Núcleo Residencial Campinho I, pelo Pastor Auresvaldir Larrúbia da Silva, vem servindo a Deus nas igrejas batistas de nossa região, de acordo com as oportunidades surgidas.

Convocado pela Junta de Missões Nacionais em 1991, juntamente com sua esposa Osvaldina da Costa Esteves, continua à disposição daquela entidade batista.

Serviu como membro e teve diversos cargos nas seguintes igrejas (por força de mobilização de seus pais (quando solteiro) e de seus encargos e afazeres seculares): Primeira Igreja Batista Piranema, Igreja Batista Boa Esperança, PIB de Cabo Frio, PIB de Paraty, PIB do Tingui, PIB de Pedra de Guaratiba, PIB de Vila Ieda, Igreja Batista do Centenário no Jardim Bela Vista, Terceira Igreja Batista em Santa Margarida, PIB de Nova Cidade, PIB do Núcleo Residencial Campinho I e Igreja Batista Central de Inhoaíba.

Ocupou diversos cargos nestas igrejas, na Associação de Igrejas Batistas do Oeste Carioca, na Associação Real de Igrejas Batistas, na Convenção Batista Carioca e na Convenção Batista Brasileira. Escreveu diversos artigos para as nossas revistas e periódicos de nossa Denominação Batista; foi Coordenador Nacional do Grupo de Ação Missionaria da UMHBB, Redator das revistas: Homem Batista, O Embaixador e Comunicação Missionária (hoje, O Gamista).

É Licenciado em Letras, com habilitação em Técnicas de Redação, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Literaturas Portuguesa, Brasileira e Inglesa. Licenciado e especializado em Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar. É Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com Monografia-Tese em Educação Cristã para a Igreja Local. Foi professor em vários colégios de 1o. e 2o. graus e dirigiu três destes colégios por um bom período de tempo. Lecionou no Seminário Teológico Batista Carioca as disciplinas: Eclesiologia Geral e Monografia de Bacharelato.

Recentemente foi Primeiro Secretário da Associação de Igrejas Batistas do Oeste Carioca, Gestor Adjunto da Associação Real de Igrejas Batistas, Líder, Conselheiro e Consultor de Diáconos Batistas, Primeiro Secretário da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – SubSeção Oeste Carioca, Terceiro Secretário da Convenção Batista Carioca, Membro da Comissão Local de Recepção da 85a Assembleia da CBB e Diretor do Departamento de Arte e Cultura da Ordem dos Pastores Batista do Brasil – Seção Carioca. Hoje é Primeiro Secretário da Associação Real de Igrejas Batistas e Consultor de Diáconos da Associação de Diáconos da Associação REAL.

Assumiu interinamente no dia 21 de dezembro de 2003 e a partir de 31 de março de 2004 o pastorado efetivo da Igreja Batista Vila Paciência, que a partir de 26 de março de 2006, passou a se chamar Primeiro Igreja Batista da Rua São Gomário de Vila Paciência.

Atualmente integra o Corpo Ministerial da Igreja Batista Central em Inhoaíba, liderada pelo pastor José Ademir Ferreira Matos. Fone (21) 3905-1644 e (21)3377-5334.

Consultor de Diáconos, pedagogo, pastor, poeta e crítico.

Licenciado em LETRAS e em 1987, em PEDAGOGIA em 1990 pela FFCG/FEUC e Bacharel em Teologia pelo STBSB em 1997. Professor e Pastor Evangélico Batista. Fone. (21) 3377-5334. Cel. 21) 99598-0736.

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