A CASA DOS JASMINS & DO DIÁRIO EUROPEU

Por frei Elzeário Schmitt OFM

Código do livro: 147439

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Não Ficção, Realismo Fantástico

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Sinopse

A CASA DOS JASMINS

Encontrar esta obra dada perdida, nos fundos de um armário esquecido em quarto abandonado da casa, foi o mesmo que recuperar um diamante de valioso valor estimativo, caído nalguma greta de assoalho, alhures, e assim extraviado no tempo, e do qual, por fim, ninguém mais sequer lembrava. Mas não o livro! Os poucos que o têm, guardam-no à sete chaves. Os que não o têm, espreitam àqueles sem sucesso de tomá-lo sequer emprestado. O autor, frei Elzeário Schmitt OFM padre franciscano convictamente pobre, não pôde mandar imprimir à época uma tiragem que não mínima, atendendo apenas parentes mais chegados, aos quais, mesmo assim, presenteou com os pouquíssimos exemplares disponíveis. Houve, sim, um irrisório patrocínio de grande empresa, um troco para sermos exatos.

Mas afinal, quê livro é esse? Sua leitura nos oferece momento único de passarmos a conviver numa casa que foi real, mas que hoje nos parece ter sido encantada. Os personagens principais Adão Nicolau e Maria Luiza, dentro do seu anonimato e imperceptibilidade naquele rincão esquecido e vida sofrida, construíram ali uma ilha de felicidade para si, no que contribuiu a geração dos 14 filhos, partícipes da mesma. Aos 94 anos de vida, sucumbiram. E aí vem o ponto mais alto da obra do inspirado autor, os momentos finais de um e outro: capítulos 13 e especialmente 14. Dois finais, duas admiráveis poesias cantando a morte saudada como gloriosa, dentro de clima de estranha conformidade e pura alegria de quemi estava por partir, deixando este vale de lágrimas antevendo, com absoluta certeza, de estar a minutos, ou menos, de se entregar à Glória do Senhor, fitando-O face-a-face. O leitor sentirá, por certo, do que pode a força da Fé.

DO DIÁRIO EUROPEU

Em grande contraste com todo pacífico cenário acima, a segunda parte trata da fuga do autor a partir da Alemanha, onde estudava, desde o momento que esta declarou a II Guerra Mundial. Narrativa que pela densidade do assunto como vêm tratado, a partir do confinamento dos refugiados de guerra -- o autor entre eles--, em vagão ferroviário conduzido errante pela França ocupada, deixa o leitor literalmente sem fôlego em inúmeras passagens críticas como quando se viu à mercê dos carrascos da gestapo. Morrer ali mesmo ou viver tratava-se de ser conduzido à porta à direita representando a morte, ou à esquerda com sobrevida duvidosa de intenso sofrimento. Trata-se de um clássico da literatura, como haverão de constatar, quando o autor, ainda em vida, não alcançou acesso ao grande mercado das editoras para divulgação merecida, dificuldade, embora tardiamente, resolvida pelo sistema agBook.

Características

Número de páginas 310
Edição 1 (2013)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Idioma Português

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Fale com o autor

frei Elzeário Schmitt OFM

FRANCISCO SCHMITT, 80, natural de Angelina, interior de SC, veio dar na grande cidade em 1948. Seu desenvolvimento humano aqui, a partir de simples jovem agricultor, foi impressionante: ingressou na escola técnica federal, quando o pai pensava numa profissão qualificada para o filho. Formou-se em mecânica, enquanto se envolvia com esporte do remo, culminando com título de tricampeão sul americano depois de brasileiro.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde residiu 21 anos. Uma vez ali, integrou a equipe do Botafogo sagrando-se campeão carioca de remo. Formado pela Faculdade de Direito da rua do Catete -- UERJ -- em 1962, seguiu para a Universidade de Bonn 63/64, bolsista do governo alemão, em cursos de direito civil e comercial.

Em seguida, de volta ao Brasil, acabou por se fixar na profissão de consultor de recursos humanos, "headhunter", durante 17 anos no Rio. Na década de 80 voltou a residir em Santa Catarina, passando a ministrar treinamento sobre Eficácia Gerencial em nível de direção, diretamente dentro de grandes empresas.

Por fim, tabelião substituto em cartório da capital até 2010. Para jovem modesto agricultor dos idos anos 50, foi um grande salto que, reconhece, deve ao esporte e à fama que este lhe garantiu à época, quando tudo conspirou a seu favor.

Agora, tardiamente, vem de se dedicar às letras, lançando o primeiro livro FAZER ACONTECER, 168 páginas, autoajuda corporativa com ênfase nos procedimentos levando à eficácia ou ineficácia da gestão na empresa ou fora dela, tema dos seminários ministrados.

Lança ao mesmo tempo VIDAS CONTADAS, em segunda edição revista, sobre o desenvolvimento da quarta/quinta geração dos imigrantes gerânicos de 1828, da qual este autor faz parte. Apresenta nessa obra, síntese da sua evolução na então Capital Federal entre universidade e sofisticado emprego em grande empresa alemã.

Por força do idioma que dominava, foi levado à convivência profissional com personalidades famosas da sociedade carioca e germânica, na Alemanha, o que descreve em detalhes. Por fim, sua agitada vida de estudante brasileiro na Alemanha da década de 60 com tudo de inusitado que ali vivenciou.

Uma curiosidade: neste volume de 571 páginas suprimiu o emprego da palavra "que", a não ser em citações ou transcrições.

Uma terceira obra também em lançamento BATATAS DO MEU CAMINHO, é dedicada aos jovens ambiciosos, estudantes em particular, com pressa de atalhar caminhos na direção de algum modelo de desenvolvimento levando-os ao sucesso, empreendedores natos como se sentem desde já.

Como pano de fundo prático a apresentação da jornada inacreditável de um pobre jovem de interior, sem recursos, família numerosa, que após apenas três colheitas de prosaicas batatas às quais veio dar por acaso, tornou-se por absoluto esforço próprio em sólido empreendedor individual no ramo da construção civil. Primeiro aprendeu a profissão de servente, em seguida, pedreiro. Depois...

Editor e restaurador de obra rara, perdida e recuperada CASA DOS JASMINS & DO DIÁRIO EUROPEU, herança do autor frei Elzeário Schmitt em junção de único volume, 310 páginas, do que seriam dois livros, cuja reedição recuperada patrocina. O primeiro trata da mais completa crônica da vida íntima de família descendente germânica, e seus costumes de época envolvendo diretamente o autor padre, falecido em 2010.

O segundo, seria um clássico da literatura sobre os tormentos da II Guerra Mundial quando o autor em fuga da Alemanha onde estudava, agora sob fogo da guerra e da gestapo, viu-se cativo no interior de vagões infectos, lotados de refugiados de guerra fugitivos, famintos todos eles rodando errantes em território francês antes de alguém os acolher. Por fim, Portugal e dali, o Brasil. Um épico.

Todas obras disponíveis pela agBook.com

Membro da Academia Alcantarense de Letras, cadeira 21.

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