Filósof, intérprete cultural e fundador da Psicanálise Perene.
Dr. Ricardo Abelha dedica-se à investigação da Pessoa e das formas pelas quais ela se torna inteligível através da cultura, da arte e da história das civilizações. Sua pesquisa articula psicanálise, antropologia filosófica, estética, filosofia, história das religiões e hermenêutica cultural em um método próprio de interpretação denominado Psicanálise Perene.
Mais do que uma abordagem clínica, a Psicanálise Perene constitui um sistema de investigação voltado à compreensão das condições permanentes de formação da Pessoa, examinando como símbolos, obras de arte, tradições, memória e imaginário participam da constituição da experiência humana ao longo da história.
Sua produção intelectual concentra-se especialmente na relação entre arte, cultura e existência, compreendendo a obra artística não como expressão isolada da psicologia de seu autor, mas como um lugar privilegiado em que a condição humana se torna fenomenicamente visível.
É fundador e diretor técnico do IPKA – Instituto de Filosofia e Psicanálise, onde desenvolve pesquisas, cursos e formações voltados à interpretação da cultura e à educação do olhar, reunindo artistas, psicanalistas, filósofos e estudiosos das humanidades.
Sua formação integra doutorado em Teoria Psicanalítica, especializações e extensões universitárias credenciadas pelo MEC em Psicanálise, Filosofia, Estética, História da Arte, Filosofia da Religião, Teologia da Cultura, Antropologia Teológica e Direitos Humanos, Literatura Inglesa e áreas afins, além de estudos avançados realizados com pesquisadores vinculados a universidades como Edinburgh, Pennsylvania, Copenhagen e Erasmus Rotterdam.
É autor de livros e artigos científicos publicados em periódicos indexados e coletâneas acadêmicas, incluindo trabalhos reconhecidos no sistema QUALIS. Sua pesquisa estende-se ao diálogo com artistas contemporâneos brasileiros (como Guilherme de Sá e Paulo Frade) e europeus, desenvolvendo análises fenomenológicas e hermenêuticas sobre pintura, fotografia, arquitetura e música.
Ao longo dos últimos anos estabeleceu interlocuções com instituições culturais e memoriais ligados à preservação da memória histórica, bem como com artistas e pesquisadores internacionais, especialmente no campo da arte, da memória e da identidade cultural. Seu trabalho tem sido reconhecido por contribuir para a compreensão da produção artística como testemunho da experiência humana e da continuidade das civilizações.
Atualmente desenvolve pesquisas em torno da noção filosófica de Pessoa, compreendida como o objeto central da Psicanálise Perene, investigando como ela se manifesta através das objetivações culturais produzidas pela humanidade e como essa manifestação permite interpretar civilizações, tradições e fenômenos estéticos sem reduzir o homem ao psicológico, ao sociológico ou ao histórico.
Sua atuação concentra-se na construção de uma antropologia hermenêutica, de orientação fenomenológica, dedicada à interpretação da condição humana por meio da cultura.
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