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MUM-1 como fator prognóstico nos Linfomas Difusos de Grandes Células B

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Por: Rogério Almeida Moreno Santos

Os Linfomas Difusos de Grandes Células B (LDGCB) são neoplasias malignas originadas em linfócitos B maduros e de curso clínico agressivo. Apesar disto, a resposta ao tratamento é variável e geralmente relacionada ao Índice Prognóstico Internacional (IPI). Este índice agrega várias variáveis individualizadas para cada paciente, entretanto não tem sido suficiente para predizer a resposta ao tratamento em todos os casos de LDGCB. Em parte, isto tem sido explicado pela heterogeneidade de entidades que constituem este grupo de Linfomas. A heterogeneidade molecular foi reconhecida há mais de uma década, entretanto, porém apenas em 2016 a Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs a subcalssificação destes linfomas baseada no fenótipo, dividindo-os em células B tipo centro-germinativo e células B ativadas. LDGCB com células tipo centro germinativo exibem melhor prognóstico em comparação com LDGCB com perfil de células B ativadas. Para estabelecer este perfil, tem sido proposto um painel contendo os marcadores BCL6, CD10 e MUM-1. Entretanto, dados da literatura sugerem valor prognóstico da expressão isolada de MUM-1, ideal para restringir o painel prognóstico para países com recursos limitados. Esse estudo teve o objetivo de verificar o valor prognóstico isolado do marcador MUM-1 através de um busca sistemática na literatura. Também teve o objetivo de verificar na literatura o valor prognóstico do algoritmo proposto por Hans et al. (2004) para classificar os LDGCB quanto à célula de origem e sua relação com MUM-1. Para isso, foi realizada uma busca hierarquizada, utilizando-se operadores booleanos nas bases de dado PUBMED e LILACS, contendo os termos “MUM-1”, “prognostic”, “immunohistochemistry” e “DLBCL”, além de termos análogos, encontrando 90 artigos. Foi realizada uma análise secundária a partir de critérios de inclusão e exclusão, buscando-se incluir na pré-seleção artigos que colerracionassem a expressão de MUM-1 ao prognóstico. Dentre os 21 artigos pré-selecionados, todos disponíveis no PUBMED, 10 foram considerados adequados para a revisão após análise metodológica.Tratam-se de 10 estudos de coorte: 4 deles trouxeram relevância prognóstica na expressão de MUM-1, relacionada a pior prognóstico; os outros 6 não identificaram significância prognóstica na análise univariada de MUM-1. Quanto à classificação proposta por Hans et al. (2004), 4 estudos mostraram pior prognóstico associado ao grupo não-GCB, 5 mostraram que a classificação não poderia predizer prognóstico e 1 não analisou prognóstico. Conclui-se que o valor prognóstico da expressão de MUM-1 foi sobreponível à utilização do painel completo proposto pelo algoritimo de Hans et al. nos casos não tratados com rituximab. Nos tratados com rituximab, tanto o marcador quanto o algoritmo perderam valor prognóstico.

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Tema: Quimioterapia, Medicina Clínica, Medicina, Educação Palavras-chave: -, 1., 2., 3., câncer, hematologia, linfomas

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